MANHÊ, mãezinha!

Às vezes me pego indagando qual o melhor modelo de mãe. Existe um ou uns, para essa maravilhosa tarefa de turno dobrado, 48 horas diárias, sem pestanejar?

Sim, porque ser mãe é fazer tudo dobrado. Sentir tudo em duplicata, por você mesma e pelo teu outro ser amado. Prever o que virá pela frente e como uma leoa livrar o teu rebanho lindo, dos perigos iminentes. Intuir, em tua bola de cristal, o que tem dado certo e o que oferece riscos. Se os seus conselhos passam pelo crivo, não do Imetro, mas dos "Ipóletros" ou "Filhódotros". Se eles serão capazes de entendê-la sem odiá-la, ou sem guardar no seu subconsciente as mágoas.

- Afinal, você só queria livrá-los das armadilhas da puberdade e dos vícios juvenis, etc.

Já nos primeiros dias maternais a tua diversão com as fraldas, incontenências urinárias e noturnas dos bebezinhos.

Mais tarde, suas angústias, rejeições, acnes, pés-de-pato, medos, tabus, violência, bullings, letargias, asfixia, abandono, etc.

- UFA, mãe! Sobrou um tempinho para você mesma, além de se culpar do trabalho que a mantém longe de seus pimpolhos?

- Pare, um segundo, para ouvir o meu: FELIZ DIA DAS MÃES! hoje! Apesar dele na realidade ser d i á r i o. Que o seu tato não falhe.

Seja você MÃE IDOLATRADA, ou INCOMPREENDIDA, BOA DRASTA, ou só MADRASTA.

anna celia motta
Enviado por anna celia motta em 25/04/2013
Reeditado em 25/11/2015
Código do texto: T4259208
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.