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Voar é um ritual sagrado e contínuo.


Tinha sede e a fome a consumia.
Primeiro toque no seio esquerdo acendeu carícias e seus olhos faiscaram um universo de verdades onde o que importava era o gozo apaixonado de quem aprendia o gosto da língua na carne. Razão de folha ao vento foi tendo a vestimenta despetalada, asas logo despontaram no calor da tarde alaranjada - tantas já vividas. Deixou-se ser guiada na dança, levada por um exímio dançarino sexual. Calçou no corpo o néctar alheio - perfume e convite ao delírio. Provou da coragem do grito, do prazer do canto e, nua preferência pelo gosto açucarado da paixão acomodou a libido no talo de rara e carnívora flor.
Mordida ao acaso que não poderia ser previsto, acabou solitária com recente aprendizado. Recolheu as asas. Voaria longe. A próxima cena do destino talvez fosse o amor.
Ela sabia: __ Não há limites no descobrir-se quando a paixão é ordem que não cede a interrupção.
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 12/04/2007
Código do texto: T446641

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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 47 anos
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Eliane Alcântara