YES, NÓS TEMOS BANANAS

“Preconceito: Substantivo masculino.Qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico. Idéia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão. Atitude, sentimento ou parecer insensato, esp. de natureza hostil, assumido em conseqüência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.” (in Dicionário Houaiss)

O nascer com uma condição que gera o preconceito é muito diferente de escolher sua própria condição neste mundo.

Escolher ter uma orientação sexual, ou um outro credo, diferente do da grande maioria e ser catalogado como uma minoria, já é uma forma desfavorável de contabilizar o que é numericamente inferior.

Preferir ser de outra maneira, ter um outro jeito; é uma liberdade de poder estar em pleno contato interior, de conhecer suas próprias bases e estar plenamente confortável na própria pele de SER.

O problema não são as minhas escolhas pessoais, mas das pessoas que estão à minha volta e ainda querem decidir a forma que vou viver, me expressar ou exercitar meu ser.

Mas tenho a certeza que estar de mãos dadas com sua imagem interior e refletir positivamente o seu exterior é sinal da mais pura saúde mental e espiritual. O problema em assumir ou aflorar o que sou, não é meu problema e sim problema dos outros em conviver comigo ou não.E se sou uma bananeira, por exemplo, vou dar bananas por frutas, você gostar de banana ou não, comê-la ou não, isso também não é um problema meu, mas da sua digestão. Então muitas bananas pro mundo, porque o potássio ainda é meu sumo e minha força!

Sou tão livre e plena que meu excesso de liberdade deve ofender os outros, ou seja, isso ainda é problema dos outros, não meu.

“Todo mundo quer saber com quem você se deita, nada pode prosperar”, assim diz mestre Caetano numa de suas tantas máximas.

Graças a deus vivo num país em que os Direitos são exercitados e respeitados contra qualquer tipo de discriminação.

Discriminação é ainda ver o outro com o olhar turvo, porque o olhar é ainda torto, ou até mesmo morto.

Quando as pessoas olharem o outro e virem nele um igual, tenho certeza que chegaremos num outro estágio da humanidade. Quando o olhar do outro melhorar o meu estaremos chegando num outro nível de operação de relacionamentos.

Escolho meus amigos e amores pelas suas qualidades de caráter, não por suas opções ou particularidades.

E quanto a qualquer pré estou mesmo de ré. Eu vivo no pró, no pra, no mais, na frente.

O resto é o que estar por vir neste século XXI, onde o homem deveria estar evoluindo no sentido do tempo, e não fazer da diversidade uma questão.

Helena Istiraneopulos
Enviado por Helena Istiraneopulos em 15/04/2007
Código do texto: T450561
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