Foto: Feitosa dos Santos

A paz duradoura de um amor
 
Foi observando, vendo, ouvindo,
Enxergando com o cerne da vida,
Não com os olhos, mas com a alma,
Com a luz que nos dá sabedoria,
Chegando ao começo de tudo,
Onde o resplandecer do novo dia,
Diz: nada paga a paz interior.
O prazer da liberdade e o amor,
Doado, não subtraído, roubado,
Da alegria de voltar pra casa,
Do sono revigorante, sem pesadelos,
Não cuidado e dos não zelos,
Do prazer de ser quem sempre foi.
Nada compensa a desarmonia,
Entre um corpo e sua alma,
Feliz de quem no seu eu - instala,
A paz duradora de um amor.
 
Rio, 29/12/2014
Feitosa dos Santos