ah que tempo tão bom..
quem lembra disso?

O amor é tão simples, 
é uma criança, 
sem mistérios, 
é espontâneo..
gentil, curioso
tão natural..

onde se perdeu 
esse talentoso,
o amor?

que ficou tão 
competente, frio
negligente, 
virtual,
tecnológico,
sofisticado, 
tão disfarçado,
dissimulado,
indiferente,
macambusio,
sorumcubatico,
todo coisado, 
esnobe será?

ah..bons tempos
que mamãe 
olhava com ternura,
enquanto o bebê mamava..
sentava para brincar,
contar histórias,
inventar e até
brigar, era muito bom
este sentimento, 
de pertencimento,
do olho no olho,
era o que fazia 
tão bem, de verdade..
agente se sentia amado..
ver junto com mamãe
o casulo da lagarta
se transformar em
borboleta..
o ninho do passarinho,
a formiga carregando a folhinha,
jogar miolo de pão
para os pardais..
subir lá bem no alto 
da árvore tamarineira,
enfrente a nossa casa,
e ouvir a mamãe gritar assustada:
desse daí Cla!!! 
mas vem devagar viu?
pra não se machucar..
o Lo está lá no mar,
surfando, faz um tempão..
já vai já já escurecer..
e a Lele foi ensaiar quadrilha
pra festa Junina, no quintal da Jô!
Ah que tempo bom...!!!
Passou, mas valeu, ora se valeu

Que os meus netos e tantas outras crianças 
possam viver a boa magia da vida... 

Alice Pinto/escribalice
escribalice
Enviado por escribalice em 27/07/2015
Reeditado em 15/04/2017
Código do texto: T5325033
Classificação de conteúdo: seguro
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