Dizem que é saudade

(Prosa)

Hoje sinto tua presença, pois não posso evitar que meu sangue flua pelo meu corpo, e nem o pulsar de minhas veias irrigando a VIDA que há em mim. Teu silêncio me norteia e dura o tempo de minha compreensão, daí percebo que me fazes entender. Não é um diálogo que necessite de interlocutor, o que nos habituamos, ao pé do ouvido, é sim uma conversa com a alma. Essa questão do tempo, incompreensível a nós, porque vivemos em função da cronologia tipicamente humana, ou seja, “quando será?” O tempo passa, nem percebo que algo novo aconteceu, porque teu tempo é outro. Então, sinto-me leve, respiro uma paz apenas por saber que estás comigo. Custei compreender que adotas uma maneira peculiar para cada um dos teus, aprendi que minha teimosia ensurdece meu discernimento e faz-me agir por conta própria, daí a solidão. Quando silencio a tua voz interior, não tardas, “pois as pedras falam por ti”, eu te escuto por outros lábios, tuas “pedras vivas”. Agora, estou sempre falando contigo, embora saibas que o meu silêncio não oculta meus pensamentos, às vezes, tornam-se cúmplices de minha covardia. Dizem que é saudade, sendo assim, eu te confesso, sinto saudade de ti, Senhor!

“Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida (Salmo 41,8 – Versão A.M.).

James Assaf
Enviado por James Assaf em 15/04/2016
Código do texto: T5605948
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