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UMA VEZ MAIS O AMOR

Evaldo da Veiga

Fui, era o momento.

Foi como tantos casos,
que deixa de ser para esperar.
Esperar o que não se sabe o quê,
mas só pode ser um novo amor.

Já estava de pé, sacudi o pavor
e, prontamente, esperava-a
vinda não sei de onde.

Deixar de ser para esperar.
Chega-se a ter dúvida,
mas o amor sempre chega,
vale esperar.

Um grande amor morrer,
morre sim, pra renascer,
em um processo imorredouro,
eis que inexiste vida sem amor.

Ferido, triste, caminhar sozinho,
em uma alegria linda,
gerada na convicção
de um novo amor.

Amar sempre o amor.
Somente o amor oferta vida de viver...
Xôo, vida sem valor, vida de morrer.
Amar sempre o amor, isso é viver.

Louvo o amor
na convicção que é o bem maior.
Inexiste riqueza verdadeira,
sem amor, só o amor salva.

Vem amor
em forma autêntica de vida,
revestido de essência mulher.
Nada mais belo do que a mulher.

Benigna, boa, imensa em amor,
é na mulher que melhor se goza.
Doce mulher Puta e Santa.
Te quero com todos os defeitos,
pois em ti tudo é perfeição,

Ofertas vida, sensações...
És tudo, tudo, somente isso,
em sendo tudo, és mulher.

Morrer pra renascer
como as belas flores,
como tudo em geral,
que se transforma num eterno renascer,
gerado na mulher flor,
na flor mulher.

Sempre mulher,
o amor é mulher.

Impossível olhar o céu, o mar,
as estrelas e o infinito,
não sendo na ótica da mulher.

Nada vale isolado
pra quem precisa do amor.
Vem mulher, vem amor,
Te quero, te preciso,
és vida, mulher.

Vem! Ninguém vive sem o outro.
Vem, é preciso viver.
Quem gosta do puro e do Santo
precisa do gozo vadio e sacana,
liberto de normas...

No autêntico amor
inexiste grilhões, amarras...
O amor só deve obediência a lei do amor.

Quantas vezes vi o fim em si mesmo,
morrendo aqui e nascendo depois...
Choro agora uma ausência infinita,
que vai durar até que chegue um novo amor.

Ausência não tem tempo...
O que tive, terei depois,
um amor lindo, exuberante,
um amor novinho em folha.
VEM  AMOR!

Imagem: Tela do RENOIR

evaldodaveiga@yahoo.com.br

Evaldo da Veiga
Enviado por Evaldo da Veiga em 08/09/2007
Reeditado em 08/05/2012
Código do texto: T643584

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Sobre o autor
Evaldo da Veiga
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 74 anos
952 textos (314308 leituras)
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Evaldo da Veiga