DEPENDENTES QUÍMICOS

Uma prisão sem muros, apuros!

Um vazio! Um abismo! Um escuro!

Um eu ‘escravo’ pergunta: o que ganhei?

“Ganhei” um calabouço! Escorreguei.

É hora da libertação. É a hora certa

Concreta de renovação.

Quem sou eu?

O que foi que essa droga me deu?

As pessoas têm medo de mim

Ninguém me dá valor, assim...

Perdi o moral, eu me fiz mal.

Tornei-me um malandro...

Porém, “malandro”,

É aquele que leva a vida

Em outros meandros

É aquele que bate no peito

E como um faixo de luz

Brada: eu tenho Jesus!

Quero respeito, não medo.

Quero ter honra

Pois pra mim é desonra

Ser visto como destruidor

Causando em mim e nos outros

Tanta dor.

Perdi a liberdade, pedir amigos,

Furtei abrigos

E visitei o fundo do poço

E ainda moço

Ressuscitei.

Eu tenho valor

Fui transformado

E vou transformar.

Sou novo homem

Afugentei o “lobisomem”

Que vivia em mim

E agora sim!

Sou digno de admiração

E é com satisfação

Que brado forte

Pela minha sorte

De salvação.

Prosa poética inspirada na imaginação

De assistir um ex-prisioneiro das drogas,

Feliz pela libertação.

Pura inspiração!

Ênio Azevedo

Luciênio Lindoso
Enviado por Luciênio Lindoso em 07/08/2019
Código do texto: T6714489
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