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       LUA!




Me ofertas um tapete acetinado de prata, quando adentras pela vidraça da minha janela e te doas a mim, com serenidade e total desprendimento. 

Ergo meu olhar, vislumbro o teu porte delgado e altaneiro, como se estivesses a dançar no céu, ao espalhar a tua luz meiga e cálida.

A tua magia e esplendor desperta em nossa alma a sensibilidade que jaz adormecida e nos remete aos mais soberbos sonhos. 

Sonhos de palácios imperiais onde inexiste o luxo e a vaidade mas a arte é a nossa anfitriã e companheira em todos os nossos passeios. 

Em alguns momentos, assemelhas-te a um esplêndido espelho onde se refletem todos os orbes que são habitados por seres angelicais, cuja luz diáfana e argêntea soa como um fino véu largado suavemente estendido sobre tudo e sobre todos a fim de que as belezas não sejam totalmente reveladas...És magnífica! 

Os poetas cantam as tuas maravilhas em versos e prosa. 

Os pintores buscam em ávidas tentativas retratar-te com fidelidade nas telas e nos pápéis mas, sorrateiramente, esgueira-te com sabedoria permitindo que eles captem apenas uma parcela das tuas excelências.
 
És como a noiva virgem e pudica que anseia por entregar-se ao noivo amado mas o faz aos poucos, desvendando-se com sutileza e amor.

Tocas minh'alma nesta noite em que brilhas altaneira, dona absoluta do espaço que nos rodeia. 

Despertas os meus sonhos mais adormecidos,as minhas recordações mais caras, trazendo-me de volta um paraíso onde vivi e que hoje jaz submerso nas águas da saudade. 

Meus olhos ardem ante a dor que tenta rasgar o meu peito.Não seguro as lágrimas.Caudalosas elas correm pelas minhas veias, leito do meu sangue,escalam as arestas que as conduzem às suas saídas, juntam-se aos mares que correm na tua superfície e explodem num pranto tardio e dolorido.

Já não te enxergo,as nossa águas se misturam.!

A minha dor não é a tua. A tua,é uma dor análoga ao sentimento da mãe que é rejeitada; a dor de saber-se bela e única e, ainda assim, não ser por muitos admirada e amada. 

A minha,é uma dor antiga,que carrego de muitas vidas e que ainda não aprendi a lidar. 

Seco meu pranto para que não me impeça admirar-te. 

Volto a mergulhar os meus olhos no teu esplendor,preenchendo a minh'alma com a tua luz e sentindo-me viva!

Sei que neste momento pessoas viajam admirando-te pelas janelas do transporte, outros fazem serenatas em volta da fogueira ou perto da janela da amada e tu és e serás sempre o tema das suas canções.Aos poucos, ternas lembranças embalam-me. 

Lanço-me ao infinito,rumo em tua direção. Acolhe-me,por favor!




Uma noite mágica para todos.PAZ!
Imagem do site google
Sônia Maria Cidreira de Farias
Enviado por Sônia Maria Cidreira de Farias em 28/09/2007
Reeditado em 26/01/2009
Código do texto: T672922
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sônia Maria Cidreira de Farias
Jequié - Bahia - Brasil
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Sônia Maria Cidreira de Farias