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"Qualquer"

Talvez seja hora de pôr à desforra toda a moléstia que me corrói. Ainda incógnita; tal doença inquieta se manifesta: insônia, suores e devaneios. Patologia ou apenas a ânsia? Ânsia do vôo desejado, da partida demorada.

Das besteiras ditas ao vento testemunha, hoje são restos de poesias mais que vividas; são prosas interrompidas; mensagens decifráveis e esquecidas.

Na parede corrompida pelo tempo e corroída pelo humano o reflexo latente, ainda pulsante, de um coração escaldante. Enquanto ainda o tempo não pára, corre em disparada almejando ainda o futuro. Mas que futuro espera uma alma já esmorecida? Ou será ainda o passado que em moléstia se transforma?

Verte lágrima inconseqüente, desesperança de tempo passado e hirto. Enrijecido pelas frias lágrimas, esta o meu passado: alegrias tantas, tristezas infindas; todos já inertes diante da minha pouca memória. É o tempo que os enrijeceu, sou eu quem as esqueceu, é a vida que me enternece diante das certezas inescrupulosas. Radiantes ao ímpio, que vibrante me observa; mas rirei desdenhando quem hoje me desdenha. Vencerei moribundo passado! Não vês? Eu sou mais que um simples presente; sou atemporal diante de ti, tempo ido!


*Não tento entender o que escrevo, apenas liberto meus pensamentos, que assim se dissipam.
Anita Fogacci
Enviado por Anita Fogacci em 07/10/2007
Reeditado em 10/01/2008
Código do texto: T685032

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Sobre a autora
Anita Fogacci
Cabreúva - São Paulo - Brasil, 45 anos
532 textos (38855 leituras)
1 e-livros (264 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/17 15:44)
Anita Fogacci