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De poesias e de poetas

Poesia, se é poesia, tem que sair do coração.
Não de rimas, métricas, ritmo, algum saber cultivado
Só pra cultivar um ego vão.
Poeta que é poeta reconhece beleza
Até em rima pobre de poesia:
Substantivo rimando substantivo.
Poeta que é poeta compreende
O que o outro quis dizer.
Sabe ouvir.
Sabe valorizar o interesse do outro
Pela poesia.
Até se a metáfora é infeliz,
Reconhece a intenção.
Não se preocupa se é Haikais, Prosa poética,
Soneto, poesia.
Enfim, mesmo sabendo
Que está errado, vê magia na letra.
Poeta que é poeta
Admira quem gosta de poesia
Tanto quanto admira Camões, Álvaro de Campos,
Cecília, Espanca, ou qualquer gênio que seja,
Por mais rebuscado que seja.
Dado que ser poeta não é um título a priori,
É um reconhecimento.
E só reconhece o poeta aquele que lê
e não aquele que escreve.
Poetas não nasceram na academia.
Poetas nasceram na vida,
apanhando, perdendo, sofrendo,
aprendendo, errando, compondo,
lendo, observando.
O riso é poesia;
O choro é poesia;
A música é poesia;
Até a raiva é poesia;
As pessoas são poesia;
As crianças são poesia;
Poesia é poesia
E o poeta que é poeta
Sabe reconhecê-la,
Mesmo sendo o Português ruim.

P.S.: Minha opinião não precisa ser a de todo mundo
Arpejo
Enviado por Arpejo em 14/10/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T693383

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Sobre o autor
Arpejo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 40 anos
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Arpejo