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Os dois

Cheiro de homem,
pele macia de mulher
Ela quer
com certeza e,
se delicia
Brinca, sorri, ri. Se divertem.
Passeiam um no outro,
se reconhecem
Tudo o que ele quer dar
é o seu melhor e a sua paz.
Ambos tem fome, e se tocam e se cheiram
Cheiro de Mulher, que se mistura com o dele
A mistura é boa, é gentil, é tranquila, é querida.
A boca está perto da boca, e não se beijam, não têm pressa
Se olham, se enfeitiçam.
A pele da face, une-se a outra face
a respiração fica ofegante,
o desejo arde.
O que era suave se transforma,
o olhar, é de bicho agora!
A fêmea se perde no cio,
O suor escorre, os corpos deslizam
um no outro, unidos, perdidos,
com todo o juízo de quem sabe o que fazer.

Por instinto, eles vem e vão,
sobem e descem, dançam
e desaparecem
do mundo.
Desse mundo!!
E vão para outro, de prazeres, e se exaurem.
Ali não existe nem a dama, nem o cavalheiro
São tão somente a Mulher e o seu cheiro, e
o Homem, macho por inteiro.
Purificam-se,
"Se" desaparecem,
tornam-se divindades.
Sorriem cansados,
adormecem.
Vanda Sales
Enviado por Vanda Sales em 17/10/2007
Reeditado em 11/01/2008
Código do texto: T698358

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Sobre a autora
Vanda Sales
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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Vanda Sales