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Reflexo do homem moderno nas bordas do fim.

      Hoje existe Pouco do que quis antes que houvesse.
      Existem sombras e restos do que antes era primordial.
      Quis muitas vezes que a antiga realidade voltasse a se estabelecer, no entanto, eu sei que não me adequaria novamente a ela, assim como um tempo passado não aceita nenhuma flexão  do presente.
       Procuro sabendo que não há vestígios de outras portas num quarto denso.Encontro-me encharcada, foi uma chuva ácida cheia de resíduos capitalistas, cheia de si e cheia do "mal do século".
      Minhas Deusas, encontrem para mim minha finalidade real no mundo moderno, encontre a característica que me estabiliza e me encaixa em algum contexto sem esses caminhos entrelaçados nos quais sem escolha alguma, me perco e desespero.Canta a indústria UM CANTO VIOLENTO E CHEIO DE PRAGAS VICIANTES!Canta suas exigências e seus dogmas corruptores, canta um vez, outra e enche meus ouvidos dessa canção dissonante e peculiar.
      Envergonho-me do verso sem tempo, do verso corrompido e entretido em tarefas que não me cabem.
      Envergonho-me do tolo fingimento.
      Ostentação, existe um punhado generoso de ostentação nesses versos felizes, um punhado insignificante de esperança quanto aos gozos que tive.
      Uma verdade que se ouve uma vez e uma única vez basta para fixá-la:Não há o que não desmorone, o que o tempo não corroa com essa abrasividade violenta.E que a vida não passa de um corte pausado que segue e segundo as vozes populares simultaneamente sopra o rasgo frouxo com a brandura de um anjo.
      Havia ouvido antes, sim, havia ouvido, todas essas palavras, nesta mesma ordem, com este mesmo significado, mas só agora elas se aclaram para mim.Entendi quando vivi.
E a partir de agora quando andar nessas pequenas  pausas, seguirei sem apego e sem almejar essas parcelas de vida que me são indiferentes, e sem desdenhá-las também.
     Admito que quem é afortunado com dádivas de amor tem mesmo que se regozijar e louvar a Roda da Fortuna, já quem não é e reconhece com maturidade a sua incapacidade, espera sem ansiedade e conforma-se com outros rostos e com outros arcanos.

Brianna Gordon
Enviado por Brianna Gordon em 23/10/2007
Código do texto: T706589
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Sobre a autora
Brianna Gordon
Viçosa - Alagoas - Brasil, 26 anos
20 textos (737 leituras)
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Brianna Gordon