Perdido

Ó futuro, o que reservas para mim?

Para onde me levarás e no que me tornarás?

Meus desejos mais íntimos serão satisfeitos?

E meus anseios, serão firmados?

Bem sei eu, não podes revelar a mim.

Meus temores por vezes me cercam

No meu peito, infindável expectativa me consome;

Não sejas duro comigo, suplico

Porém sei: devo viver meu presente, vivendo um dia apenas..

Mas ó qual grandioso seria, se me permitisse uma breve espiada

Dez anos? ó quem me dera!

Dormiria em paz, creio eu.

Mas, sem respostas, meus medos me perturbam.

Na infindável noite, meus demônios me assombram;

O que farei eu?

Enquanto a vida se passa diante de meus olhos, sinto-me cada vez mais perdido

Um barco, sem vela nem mapas, sendo levado.

Nada posso fazer, sei que não..

Escrevo, porém, e minha caneta afugenta as sombras;

E enquanto sou levado sem saber a direção

No papel derramo-me..

Ó futuro, o que reservas para mim?

Matheus R Botelho
Enviado por Matheus R Botelho em 30/10/2020
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