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Noctívaga

Os olhos sorumbáticos que cantam a paisagem trevosa, nada mais são do que reflexos ausentes, da imensidão com que me castiguei outrora. E se no vazio, triste e finito, encerro o caos em minha urna, vejo quem me ver possa, clamando em desalinho.
Perspassa, lâmina, na escuridão, preciosa e afiada. Não me fatiga seu trabalho incessante, a que tenho deleite em assistir. Retira-te, Lua derradeira, que seu brilho sádico me afaga...quer pôr-me a chorar estrelas, na claridade que a noite alaga.
Vai que já se foi tua hora, entre os púlpitos frementes...sai cavalgando agora, luzida de aço, e dance a dança dos enforcados. Os que morrem na forca do destino, saúdam vossa garganta silente, que permanece.... ad aeternum!
E jaz na forca da madrugada.
Laura Inglorion
Enviado por Laura Inglorion em 25/10/2007
Código do texto: T710055

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Sobre a autora
Laura Inglorion
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
4 textos (106 leituras)
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Laura Inglorion