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Coração alcoviteiro.

A solidão alcoviteira
Estende seu manto
Entre amores frívolos e curtos.

Eu, sem glória e sem vintém
Costuro os meus retalhos
A tudo que me convém.

Polido pelo vício
Acomodatício e fácil
Vagabundo e sem idade
Dar-te-ei os meus pródigos braços.

Em tua escuridão propícia aos furtos
A lua não nasceu...
Propinando nas trevas
A instintiva fúria!

Choras de saudade
Na mágoa exposta, do sonho que passou.

Eu, te trago claridade
Na ingenuidade
E o gosto de buscar a dor.

Ela é de dois...
Enlaça pela metade
Na volúpia estéril de todo amor
A procura da eternidade.

Sorrio aqui a ti, sem lei!
Onde se esquecerás só por um minuto
A escuridão que te abateu.

A despojada fosforescência instintiva
Da fonte de cale frio de teus olhos tristes
Que me enfeitiçou.

[Apenas te digo, vou lutar]


Fernando A. Troncoso Rocha.

Fernando Troncoso
Enviado por Fernando Troncoso em 26/10/2007
Código do texto: T711492

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Sobre o autor
Fernando Troncoso
Praia Grande - São Paulo - Brasil
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Fernando Troncoso