Um dia no mato...

Semente não germinada, arrastada pelas águas da enxurrada. Nevoeiro ofuscado pela visão embaçada!

O Arco-íris, no horizonte enfrenta a brisa, quando na sua face bate! Gigante é a força que a natureza produz;

O oceano abraça o despejar dos rios;

Outra semente é guiada de volta ao solo!

O alvorecer no penhasco esculpe a tímida montanha;

O vento se esquiva dos raios de luz, enquanto a cachoeira admira sua própria beleza, refletida na pedra molhada;

A cigarra se encanta, com seu próprio canto, confunde o ruído das águas.

Lacunas foram deixadas no leito do rio - obra do inverno passado - agora preenchidas, com as novas pedras tombadas.

Tímida é a reunião dos pássaros, no alto da árvore copada. Magnífico espetáculo, no palco da casa de palha. Alguém esqueceu que chegou o fim do dia, mas... a noite já anunciou o assovio do escuro amedrontado.

A formiga, do plantão noturno, trafega em trilhas engarrafadas, enquanto outras, se preparam para um novo dia...Um dia como outro qualquer, mas, deslumbrante e repleto com o cenário da vida de intensidade.

Simoni 11/02/20.