PINGOS DE ESTRELAS

Aurora na floresta. As horas parecem estáticas e passeiam alegremente pelo espaço, a flor branca do luar preenche todas as minhas ilusões perdidas, onde pejam nuvens de amor profundo. Na antemanhã, os duendes com travessuras realizaram armadilha com laço verde, para aquedar de ombros o palpito de sonhos inesquecíveis. A perfeição sussurra os ouvidos, canções dos pássaros atendem as ternuras, os olhos fotografam o desejo que cobrem as delícias, os sorrisos brilham marfim e se comunicam como teclado de piano, as distâncias se estreitam e exibem saudades que se propõem beijos ávidos.A febre é morna e agasalha dois seios miraculosos, cantam na boca e mãos de adejo suave em pássaros, indo e vindo à árvore carregando no bico pequenos gravetos, arquitetando ninhos. Fechamos a porta verde no encanto do céu azul e pingos de estrelas matutinas caem na relva, como o último pingo ficou no ventre, quando as pálpebras cerradas entre beijos, fora do mundo, deixaram teu corpo estender-se com outro corpo na extrema cumplicidade. Viver contigo em todos os lugares com instantes de harmonias, seria a vida um regalo dos céus que enriquecem o encanto, entre pingos de estrelas, ao amor no chão de flores.