RÉSTIA DE SOL


Uma réstia de sol, no horizonte, com veste amarela, que se arrastava pelo mar, no final da tarde, até mergulhar na cabeleira negra da noite,esse foi o nosso ocaso.O tão pouco sol fez derreter o véu da neve que cobria seu rosto lindo, estampado numa montanha, quando em aventura alcancei teus beijos. Ficava vencido,entre brumas,pelos lábios róseos de arte de pintura em tela fina,modulado o pomo vermelho,com seu rosto ruborizado, de um sentimento inigualável que só meu céu interior iluminava.Guardei esse canto de amor com reminiscência,abreviado no meu sótão, cantarolado com tua cabeça sobre meu peito,em acorde suave,no silencioso bosque,onde os passos se misturavam no caminho,vivendo com nossas almas libertadas.
Talvez eu faça mal, em ser sincero,viver indivisível em não olvidar esse amor e nem realizar mudança distinta e adaptação necessária.           
Porque teu coração canta entre anjos, fez sufocar a garganta e rolou pela face, a primeira lágrima de amor na fronte da mulher amada.
Prescindir esse sentimento construído na pele da flor, onde se alimentavam os beija flores, seria uma atitude fria de minha parte, por quão foram as felicidades que me deste. E se pudesse repor tudo que senti,traria as puras alegrias de tua infância, vivido entre brilhos e confetes das nostalgias, vista em teus sonhos imaculados. Rogo para meu santinho, na constante expectativa, para que um dia você atravesse a ponte da decisão, que venha de mansinho encher de clarão o meu vulto, com teus abraços demorados,confirmando ficar, sempre ao meu lado.