Último suspiro

Algumas pessoas –

Vestem-se com um véu,

Tentando encobrir a realidade –

A qual sobrevivem.

Recriam subterfúgios,

Agarrando-se a tábua de salvação.

Ou seja, apoiam-se,

Em falsas muletas –

E/ou crenças,

Na tentativa de amenizar a dor.

A realidade em que vivemos,

Nem tão pouco condiz,

Com a verdade ao redor.

Os caminhos,

Não seguem em paralelos.

As mesmas estradas –

Convergem-se em encruzilhadas.

O livre arbítrio,

Não trás consequências –

Apenas para si.

Ele sempre sai atropelando,

Outras escolhas –

Vidas –

E sonhos.

Assassina expectativas,

Arrefecem perspectivas.

A resiliência,

Em dimensão distorcida.

Na incompetência de atos –

Descabidos,

Inúmeros são os pecados.

As engrenagens,

Giram de forma aleatória.

Numa contra dança,

Fora de compasso.

Sem ritmo –

Chão putrefado,

Superfície íngreme –

Exigindo maiores esforços.

A grande maioria,

Em desvantagem.

A menor parte covarde,

Deixando-a à quilômetros de distância –

Da linha de chegada.

À todo momento,

Passados para trás –

De pés descalços.

Os malefícios presente,

Rasgando na carne –

Sugando a nossa alma.

Mas nunca desistindo,

Até que ocorra –

O último suspiro.

***

Blog Poesia Translúcida

Fabby (ana) Lima
Enviado por Fabby (ana) Lima em 27/01/2022
Código do texto: T7438386
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