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O Poder

- Onde está seu poder que outrora muito tivera?
- Dei-o para uma flor que não conseguia desabrochar na primavera.
- Por que não destes para mim?
- Porque poderia com a primavera dar um fim.
- Por que não deu paras as nuvens para que pudessem chover?
- Chover sob qual lugar? Para irrigar qual terra que nada faz crescer?
- És um tolo, se não sabe ter poder, dê a quem sabe.
- E quem o sabe? É melhor tirar deles antes que o mundo acabe.
- Eu sei. Já tive um dia e muito o aproveitei.
- Falaste bem! Já o teve. Por que perdeu? Diga-me, pois não sei.
- Abusei. Mas foi nada demais. Só queria ter a força de um trovão.
- Tolo és tu. O poder é para o bem de todos, não o seu. És um bufão.
- Chega! Dessa conversa. Mas e a flor conseguiu desabrochar?
- Sim, e foi a mais vistosa, pudera eu ser um beija-flor para nela beijar.
- E as outras flores não sentiram inveja?
- Algumas sim. Aquelas que eram mais belas.
- Isso era esperado. Temos que partir para o sul.
- Voemos então nesse infinito azul.

25/11/07
Miguel Rodrigues
Enviado por Miguel Rodrigues em 25/11/2007
Código do texto: T751738
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Miguel Rodrigues
Barueri - São Paulo - Brasil, 34 anos
1514 textos (44496 leituras)
6 e-livros (1682 leituras)
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Miguel Rodrigues