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ANO NOVO




O ultimo instante do ano velho escoou-se como uma lágrima a deslizar na face enrugadinha do ano ancião. Meia noite! Ele foi-se perde-se na bruma das coisas vividas, no passado que é quase sinônimo de saudade.
Deixou em uns o sabor agri-dôce das venturas não alcançadas, essas que inspiram e fazem poetas. Para este, foi o abre-te sésamo de todas as glorias; para aquele, marcou indelével com dores e desilusões.
E ele foi, tropego, cançado e triste, entre as maldições de uns e as saudades de outros...
Deixou, porem, um bebê risonho e alvo coroado estranhamente com um grande ponto de interrogação para impulsionar com a sua vitalidade exuberante, as nossas esmaecidas esperanças. Para encher de fé, de iniciativa e força, todos os corações que entraram desiludidos em seu reinado efêmero de 365 dias. Que esse pimpolho seja um marco imortal no correr dos séculos.
Chegando ao crepúsculo de sua existência, deixe o mundo sob o reinado alvinitente da paz, essa palavra mágica que tem o poder maravilhoso de secar as lágrimas que correm de mil olhos humanos. Só ela poderá minorar as dores que torturam o coração da humanidade, dessa multidão de sêres que se agitam dolorosamente num mar de sangue, traições e vaidades desenfreadas.
Oxalá fosse o ano santo da paz entre os homens, esses cegos mentais que ameação acabar a atual civilização. Eles não tem o direito de sacrificar o trabalho das criaturas eleitas, que perecem, mas a construiram com o poder da vontade e a ância sublime de evoluir. Não sabem os homens do presente utilizar o legado dos ancestrais. Usam como arma de exterminio aquilo que seria apetrecho de trabalho, de aperfeiçoamento, comodidade e progresso.
Mas é sempre assim, não sabemos nunca fazer uso da felicidade.
Penso ao ver esse cáos em que se debatem os povos, em Victor Hugo escrevendo estas palavras:
"Ce monde c´est l´abume est mon trou.
Triste, je rêve au creaux de l´univers; et l´ombre. Agite sur mon front son grand branchage sombre".
Sim, agita-se sobre a fronte de todos nós essas ramagens agoureiras e ameaçadoras. Mas, vamos pensar com otimismo, vamos crêr e desejar com todas as forças que os poderosos que fomentam guerras voltem ao uso da razão, espalhando a alegria nos lares abandonados.
Saudemos, pois, o ano criança que ora sorri, com o pipocar esfusiante dos rojões festivos, o cascalhar das risadas sadias.
Vamos dizer em unisono batendo a "pé direito" no chão: Vini vidi vince!!
Só com o otimismo e a força de vontade que emana destas palavras célebres, venceremos todos os obstaculos, atravessaremos o Rubicon das lutas quotidianas com coragem, e seremos vitoriosos quando chegar novamente o ano bom...


                   
                                   
                                   
Celisa Diniz Corrêa
Enviado por Celisa Diniz Corrêa em 27/12/2007
Reeditado em 26/12/2009
Código do texto: T794262


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Sobre a autora
Celisa Diniz Corrêa
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Celisa Diniz Corrêa