Criador do Trio Tapajós considera esmola R$ 60 mil do governo

TV A TARDE:
>>Orlando Campos: "eu me pergunto o que fiz de mal ao carnaval"
A menos de duas semanas do Carnaval que homenageia os 60 anos do trio elétrico, Orlando Campos ainda não tem definida sua participação na festa. A proposta final de homenagem aos 55 anos do Trio Tapajós, apresentada pelo secretário de Cultura, Márcio Meirelles, desagradou ao criador da estrutura física do palco sobre rodas.
Depois de longa negociação, a última proposta do secretário foi a “envelopagem” de um dos quatro trios independentes do governo do estado. Este trio sairia quatro dias com uma plotagem em homenagem aos 55 anos do trio Tapajós. O cachê de Orlando Tapajós ficou estipulado em R$ 60 mil.
Apesar de ser muito aquém de sua proposta original, ele aceita o valor e o compara a uma “esmola” diante da importância histórica da sua criação para o Carnaval da Bahia. E não concorda com a utilização da marca Tapajós nos quatro dias. Orlando aceita a veiculação do nome somente no sábado de Carnaval, quando será homenageado no trio de Luiz Caldas.
Na rua - “O que eu mais quero é ver o trio Tapajós na rua”, disse ele, informando que vai entrar em contato com amigos, artistas e políticos para tentar viabilizar a saída de um dos mais tradicionais nomes do Carnaval da Bahia. Como arma, ele mostra um bilhete escrito a mão por nada menos que Osmar Macedo, datado de 28 de novembro de 1994, no qual ele pede a Orlando “para não deixar nossa invenção morrer”. “Osmar ficou 11 anos afastado do Carnaval e eu segurei as pontas”, disse.
Orlando Tapajós conta que entregou uma proposta ao governo do Estado para levar o Tapajós à rua depois que soube que o projeto apresentado por Carlinhos Brown para levar sua outra criação, a Caetanave, não havia sido aprovado. “Nossa proposta chegou ao gabinete do secretário da Cultura no dia 18 de janeiro, e no dia seguinte à Casa Civil e à Governadoria”, informou Orlando Filho.
Segundo ele, a proposta era de R$ 500 mil para levar o trio Tapajós à rua. Este valor foi reduzido algumas vezes até chegar a R$ 300 mil. A contra-proposta final do governo foi um cachê de R$ 60 mil e a utilização de um dos trios pagos pelo governo para uma homenagem.
“O governo está fazendo o possível”, garantiu Márcio Meirelles. Segundo ele, quando foi recebida a proposta, o orçamento já estava fechado. “Como poderíamos inserir um custo de R$ 500 mil fora as atrações?”, questiona.
O secretário lembra que a atribuição de organizar a festa é do Conselho do Carnaval. “Ao Estado só cabe organizar a demanda. A homenagem deveria ter sido planejada pela prefeitura”.
A TARDE não conseguiu contato com o presidente do Conselho do Carnaval, Fernando Boulhosa.







Valdeck Almeida De Jesus (02/02/2010 - 07:11)
Também quero R$ 60 mil reais para botar o bloco "Galinha Pulando" na rua... Há anos eu tento fazer um desfile e não consigo... O dinheiro eu gastaria para confeccionar uma grande galinha NUA e careca, com material leve e antialérgico. Pelo visto minha vontade vai ficar para outros carnavais... Tem é gente COMENDO dinheiro público para fazer festa, viu??? Quero entrar no esquema... Quem me patrocina???? www.galinhapulando.com tem cultura, literatura e irreverência... Quero pular, quero pular...


http://www.atarde.com.br/carnaval/noticia.jsf?id=1365022


Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 02/02/2010
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