Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Desabafo.

Quando se passa anos e anos dentro de um casulo, sem perspectiva de sair e voar, você começa a morrer aos poucos. Uma morte torturante.
As pessoas sabem julgar, apontar e condenar os erros ou pelo menos aquilo que elas acham ser um erro. Viver escondido de medo do que vão falar, ou do que vão fazer contra você é um dos piores carceres que uma pessoa pode vivenciar.
Desde que nascemos nossos pais e familiares nos ensinam o caminho certo a percorrer. Nos ensinam que roubar, matar, mentir e maltratar pessoas e animais, são coisas que nao se deve fazer. A escola nos ensinam as teorias da física, da química, a apreciar uma boa leitura e até mesmo a liberar o poeta dentro de nós.
Mas pouco se fala sobre sentimentos, sobre o amor, sobre o que sentimos quando vemos alguém e, nosso coração dispara numa taquicardia incontrolável. Ai começa a germinar a paixão e o amor.
Mas tudo se desmorona quando essa paixão e esse amor, desperta de uma forma diferente. Quando um homem se apaixona por outro homem.
Nos sentimos a escoria da terra, as pessoas e a religião nos condenam de todas as formas existentes. Nos julgam como criminosos, como vermes, sem saber o quanto ferem nossa alma e nossos sentimentos.
Uma vez ouvi alguém dizer para outro - Você acredita em Deus? Em resposta o interrogado responde; Acredito num Deus que não prega religiões, que amam todos como seus filhos e, que por Eles se entrega numa incansável luta para que todos vivam em união.
Essa resposta para mim foi a melhor que poderia existir. Combateu todo preconceito pessoal e religioso.
A ignorância humana impede de enxergarmos alem. Vivemos sempre como cavalos domados que enxergam apenas o que há em sua frente e não o que há também ao seu redor.
Não se condena alguém por amar. Deus é amor e assim nos fez sua imagem e semelhança para que vivamos em harmonia e simplicidade, tendo em nós o grande dom do amor.
Infelizmente a religião e as opiniões de pessoas sem cultura e sem visão, acabam por fazer da grande sociedade um plenário de acusações, condenando pessoas que querem apenas amar.
Senti na pele a dor que o preconceito causa, destruindo não só a auto estima mas também a psique.
Sei o quanto é cruel o ódio contra os homossexuais, os negros, os judeus e os pagãos.
Até quando vamos ferir, matar e morrer por influência de opiniões preconceituosas? Essa resposta está dentro de nós mesmo, a cultura tem que mudar, a visão tem que se expandir.
A maior conquista que uma mente brilhante pode ter, não é descobrir teorias físicas e matemáticas, muito menos levar o homem a lua. A grande conquista é conseguirmos libertar a nossa psique do carcere privado do preconceito e ignorância.
Visão de águia, enxergar além para não cometermos insanidades por aqueles que apenas querem amar e cultivar o amor.
Os sentimentos de uma pessoa, é algo muito íntimo para ser violado, não temos o direito de ultrapassar a linha do bom senso.
Ser homossexual, negro, judeu, pagão, indígena, é ser humano, ser de carne e osso. É ter vindo de um útero materno como todos, e ir de encontro a morte quando é chegado a hora, como qualquer ser que respira.
Então vamos conter a ira, a raiva e o ódio. Aos olhos do criador somos todos pequenos, todos humanos em evolução.
Já diz a bíblia - Do pó viemos, para o pó voltaremos. (GN. 3:19).
Conclusão ... Somos todos iguais.
Um desabafo e um grito de liberdade.

Leandro Augusto Nogueira
Enviado por Leandro Augusto Nogueira em 27/01/2013
Reeditado em 02/04/2013
Código do texto: T4108160
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Leandro Augusto Nogueira
Jacareí - São Paulo - Brasil, 32 anos
225 textos (7981 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/19 13:26)
Leandro Augusto Nogueira