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CHEGANDO EM SERGIPE, DE TREM.

    Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018


     A viagem de trem que eu, minha mãe, dois irmãos mais novos e um querido amigo, quase irmão, acabou em Sergipe, numa cidade chamada Salgado. Esta dista uns vinte e cinco a trinta quilômetros de onde íamos ficar, Lagarto-SE, terra natal de meus país.
     Lembro-me que quando em Salgado chegamos, era pelo final da manhã. O sol estava muito quente, comum naquela época e área, e um dos meus tios, irmão de minha mãe, já estava ali nos esperando chegar. E como eram tempos de vacas magras, não havia nenhum carro à nossa disposição. O trajeto foi feito naqueles caminhões que costumavam chamar de "pau-de-arara", muito comum também naquelas paragens.
     Mas isso foi uma grande novidade para nós, as crianças, porque não
havíamos visto tal coisa, muito menos viajado num negócio daquele. Mas foi, sim, uma outra festa, porque era divertido demais, apesar do incômodo em viajar sobre um pequeno caminhão, mas que só servia para aquele tipo de serviço, com bancos de madeira e lona como cobertura.
     E então finalmente chegamos ao término de nossa epopeia. A cidade de Lagarto, naquela época, ainda era bem pequena. Sequer possuía energia elétrica para atender a toda a população. Só um pequeno ponto a possuía. E até lembro que havia ali um parque, mas que os brinquedos eram empurrados por pessoas, prontas para isso, diferentemente do que existia no Rio de Janeiro.
     Mas na entrada da cidade havia lagos, que lá eram denominados de "tanques". Hoje já não existem mais, por estupidez dos políticos da cidade. E eram locais, também, de diversão pública para os moradores. Mas nós fomos nos estabelecer no sítio de meus avôs, um pouco fora do centro, mas que completou a nossa alegria, pois foi um fato totalmente diferente em nossas vidas de cariocas.
Aloisio Rocha de Almeida
Enviado por Aloisio Rocha de Almeida em 11/10/2018
Código do texto: T6473225
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Aloisio Rocha de Almeida
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Aloisio Rocha de Almeida