Entre flores e espinhos

Quando sonha o pessimista

parece haver pesadelo.

Por não querer ser sinuelo

perde a chance de conquista.

Porém se é o otimista

o sonho vira projeto.

Por ser peleador inquieto

com sonho não se conforma,

pega a ilusão e a transforma

em algo lindo e concreto.

Quando perde o otimista

vê na perda uma experiência.

A sua própria consciência

não permite que desista.

Porém se a um pessimista

lhe bate à porta a vitória,

ao invés de ver a glória

conquista junto um temor

e justifica o pavor

com desgraçados da história.

Quando fala um pessimista

há um resmungo na fala

e uma tristeza que abala

qualquer um que o assista.

Quando cala um otimista,

pois falar não é preciso,

brota na face um sorriso

de uma fé vitoriosa.

Sua expressão silenciosa

é a voz do paraíso.

Quando parte um otimista

novo horizonte vislumbra,

aproveitando a penumbra

pra descansar sua vista.

Quando parte um pessimista

vê lonjuras no caminho,

amarga à noite sozinho,

mas no mesmo corredor

otimista enxerga a flor

e pessimista o espinho.

PAULO DE FREITAS MENDONÇA
Enviado por PAULO DE FREITAS MENDONÇA em 18/04/2011
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