Remador

Vim de longe, vim remando

Já passei por muitos mares

Tive minhas mãos sangrando

Suportei muitos algares.

Andarilho nesta estrada

Que parece não ter fim

Ninguém é dono de nada

Nada é dono de mim.

Sou poeta da natureza

Como o belo tico- tico

Essa é uma certeza

Carrego rima no bico.

Rema, rema andarilho

E ainda há o que rimar

Trem anda sempre no trilho

Navio desafiando o mar.

Sou pequenino aprendiz

Procurando pela luz

Perdão por tudo que fiz

Perdão, querido Jesus.

Já tive nome de santo

Mas não me identifiquei

E derramei muito pranto

Por culpa minha bem sei.

Sou remador desses mares

Vou remando minhas dores

Quero em todos os lugares

Deixar perfume de flores.

Lu

Lucineide
Enviado por Lucineide em 16/06/2019
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