Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Sailor Moon e o Santo Graal

SAILOR MOON E O SANTO GRAAL

Miguel Carqueija



Resenha do volume 7 do mangá “Pretty Guardian Sailor Moon” (A linda guardiã Sailor Moon), com os atos 31 a 35. Criação de Naoko Takeushi. Edição original da Kodansha (Tokyo), 1993, 2004; edição brasileira da JBC, 2014. Tradução: Arnaldo Massato Oka. Revisão: Henrique Minatogawa.


É admirável a tensão emocional, a pontuação dramática obtida por Naoko Takeushi no seu inteligente universo ficcional! De fato, a saga prossegue a cada passo em alta tensão e com a expressão de sentimentos profundos e exaltação de valores como a amizade, a lealdade e a coragem, além do firme discernimento entre o bem e o mal.
Muitos segredos são revelados neste emocionante volume. Finalmente ficamos sabendo o que aconteceu com as guerreiras do Sistema Solar Exterior — Sailor Urano, Sailor Netuno e Sailor Plutão — quando da destruição do Reino Lunar, há vários milênios. Elas não puderam intervir, estando muito distantes, e nessa hora despertou também a sailor do silêncio, Saturno — chamada também a Guerreira da Destruição, que, movendo sua alabarda, levou todas à morte.
A interpretação desse fato levaria ao cisma entre as sailors, milhares de anos depois.


...............................................................................................................................

“Somos todas guerreiras sailor... por que não podemos lutar juntas?”
(Sailor Moon)

“Se não consertarmos a distorção do espaço-tempo não deteremos a invasão inimiga.”
(Sailor Plutão)

“Temos que unir nossos corações!”
(Sailor Moon)

“A Sailor Moon é invencível.”
(Tuxedo Mask)

“A Sailor Moon foi realmente incrível! Eu também quero ser uma guerreira igual a ela!”
(Chibiusa)

“Nós podemos unir nossas forças. Somos todas guerreiras! Somos todas companheiras!”
(Sailor Moon)

“Não posso deixar que matem a Hotaru!”
(Sailor Moon)

“O futuro existe! Não importa a forma, o mundo não vai ser destruído! Nós vamos sobreviver! Tem que ter um caminho em que todas se salvem! Matar, não!”
(Sailor Moon)


.............................................................................................................................


A presença do Santo Graal é algo muito especial na história.
Uma das mais difíceis lutas é com as bruxas Cyprine e Pitilol que, operando um forte feitiço, conseguem encantar sete das sailors, jogando-as umas contra as outras: Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus contra Urano, Netuno e Plutão. Imune ao feitiço, Sailor Moon chama o Tuxedo Mask e a filha do futuro de ambos, Chibiusa, para unirem as mãos e chamarem pelo poder que vem do amor. Somente os três não foram atingidos pelo encantamento e Usagi Tsukino, a Sailor Moon, chama todas à razão: “Não sejam iludidas por esse feitiço! Unam seus corações! As guerreiras sailor lutam unindo seus corações!”
Segue-se a isso um acontecimento espantoso. Diante dos olhos da Princesa da Lua, milagrosamente, materializa-se no ar o Santo Graal, o cálice de Jesus Cristo na Última Ceia. Sailor Moon, inundada pela luz divina, transforma-se de novo, mudando a aparência de seus acessórios, e os broches das outras sailors adquirem a forma de corações. O resplendor que envolve Sailor Moon atinge e mata as bruxas Cyprine e Pitilol.
Chibiusa, em outra cena, diz que o cálice sagrado é usado “em rituais místicos, para tomar vinho ou água sagrada” — velada alusão à missa católica ou ortodoxa, onde cálices de forma semelhante ao Graal são utilizados para o vinho da Eucaristia (onde, aliás, o sacerdote derrama um pouco de água).
É interessante notar que a saga de Sailor Moon não se esgota num maniqueísmo perfunctório de simples combate entre heróis e vilões. Sailor Moon tem princípios claros e questiona métodos ou escolhas entre as próprias sailors: quando fica entendido que Hotaru é a Sailor Saturno ainda por despertar, ela se opõe decididamente à intenção de Urano, Plutão e Netuno, que pretendem matar a menina para impedir a destruição do mundo. Mas a Princesa da Lua, que acredita nas pessoas e no bem, vê tudo por outro ângulo. A morte das guerreiras do sistema exterior, no passado remoto, parece lógica já que, com a destruição do Reino Lunar, elas não tinham mais objeto naquele espaço-tempo. E não entra na cabeça de Sailor Moon que uma criança inocente deva ser sacrificada pela humanidade.
O desenrolar dos acontecimentos dará razão à Princesa da Lua Branca.
Os verdadeiros inimigos — Mistress 9 e o Pharaoh 90, entidades alienígenas — revelam-se agora.


Rio de Janeiro, 4 a 6 de novembro de 2014.

imagem do seriado: Sailor Moon lança o "Ataque espiral do coração lunar"
Miguel Carqueija
Enviado por Miguel Carqueija em 06/11/2014
Reeditado em 06/11/2014
Código do texto: T5025878
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Miguel Carqueija
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 70 anos
2662 textos (140947 leituras)
53 e-livros (4633 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/03/19 06:33)
Miguel Carqueija