Sobre Illuminatis, iluminações e obscurantismos 2

Na seqüência do dvd, imagens chocantes de montes de cadáveres de judeus (?) sendo empurrados por tratores para dentro de buracos enormes. As imagens nos lembram o que já certos outros anticristos andaram promovendo no mundo – sem contar com as armações (sic) dos norte-americanos a nos fazerem crentes de terem eles sido capazes de, décadas atrás, mandarem três de nós à lua – fora os testes com disco voadores locais produzidos pela Força Aérea Americana que, fazendo-os voar por aí em fases de testes, tornaram tantos adoradores de aliens certos de que, como disse Jesus Cristo, não estamos mesmo sós no Universo, pois “a casa de Deus tem muitas moradas”.

Mostrando os Illuminati como donos de jornais, emissoras de Rádio e TV, bancos, escolas e indústrias, o dvd prossegue a esclarecer sobre quais métodos usam para, sendo considerável minoria imperialista no mundo, controlarem as vidas da grande maioria da população mundial. No universo político, em países do centro do Império, como em seus periféricos subalternos, a técnica é forjar mundialmente candidatos políticos aparentemente opositores e provocar a eleição de quem melhor lhes convier. Nosso presidente atual, por exemplo, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros, segundo o narrador do documentário, “fechou” certas coisas com os Illuminatis para conquistar poderes políticos – embora talvez seja mais certo ter dito que ele tenha "aberto" com eles possibilidades de realizar muitas coisas.

No Cinema, é o argumento do filme Matrix esclarecedor dos fundamentos filosóficos dos Illuminati, produtores da matrix daquilo que consideramos "realidade", aquela que nos fazem pensar ser “donos” de “nossas” vidas e de “nosso” mundo. E mais: sobre como de fato, ao longo dos séculos, se processaram posses de mentes por parte desses dominadores Illuminati filhos de Lúcifer.

Para explicar melhor as razões do assassinato do presidente John Kennedy, cujas clássicas imagens o dvd reproduz, e para melhor fundamentar a existência dos Illuminati, o vídeo nos mostra um discurso do falecido “administrador mor” norte-americano: “Há uma conspiração monolítica e implacável ao redor do mundo que se opõe a nós”, disse Kennedy. “Baseia-se primeiramente no encobrimento de seu poder para expandir sua esfera de influências. É um sistema que tem recrutado vastos recursos materiais e humanos para formar uma máquina sofisticada, altamente eficiente, que combina operações militares, diplomáticas, de inteligência, científicas e políticas. Seus procedimentos não são revelados ao público. Seus erros são enterrados. Não viram capa de jornal”.

A seguir, sentado no banco de trás com sua mulher Jaqueline num conversível oficial, vemos a cabeça de Kennedy explodindo e seus miolos saltando pelo imenso buraco feito em sua cabeça, provavelmente “pelo tiro efetivado por um dos servos dos Illuminati”.

“Estaria também Jaqueline Kennedy a serviço dos Illuminati?”, pergunto-me, já um tanto paranoicamente confuso sobre talvez a minha própria participação compulsória inconsciente secreta e invisível no grupo, assim como a sua, caro leitor e cara leitora.

“Isso tudo é verdade, papai?”, pergunta meu filho de 13 anos, que me estimulou a ver o dvd sem saber que o número da idade dele vai ser referendado como “um dos maiores símbolos do mal Illuminati”, e então fico com um tanto de medo de que ele e outros garotos de sua idade possam ser sacrificados por fanáticos cristãos "em nome da preservação do Bem no mundo”.

Uma distinção entre os seres “Adão” e “Adam” é feita de repente no vídeo: “Adão é o primeiro homem criado por Deus. Adam é o primeiro Illuminati criado por Satanás”.

Segundo leituras de livros do filósofo místico brasileiro Humberto Rodhen, com quem muito aprendi sobre significados, entre as muitas verdades que o dvd nos informa – mesmo que seus produtores não se dêem conta delas completamente – há uma simbologia importante nessa afirmação, uma vez que a tradução correta do nome “Adão”, segundo Rodhen, é a expressão “Adam”, que significa “o primeiro ego” ou o primeiro ser “feito por Deus” a, utilizando-se do potencial iluminador de sua consciência racional e de seu livre-arbítrio, saber sobre a existência de sua própria individualidade e decidir o que deve fazer com ela, para sua destruição ou crescimento.

Tradicionalmente, entretanto, o apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 14.45, segundo seu entendimento, nos explica as diferenças entre o primeiro e o segundo Adão.

Apesar de ter dotado Lúcifer do poder de alcançar certos esclarecimentos ou iluminações – um "primeiro representante dos Illuminati entre anjos menos bem dotados"? – apesar de ter dotado Lúcifer, como conta a Tradição, com um tanto de razão, como também nos deu - embora em menor medida que aos Seus mensageiros celestiais – o culto exagerado a individualidade de Lúcifer o fez se condenar ao exílio nas trevas – uma vez que, quando idolatrando a individualidade, tendemos a considerar-nos completamente “separados” das vidas dos outros, de seus sofrimentos e de suas mortes, separados da da Vida, do Todo ou “de Deus”.

Enquanto força vital, e em exemplo máximo de Seu altruísmo, descobrimos que a Vida, ou Aquilo, Aquele ou Aquela que chamamos "Deus" dá sempre “tudo de Si” a tudo tornar existente, exigindo de Seus filhos representantes a mesma postura dadivosa, em suas atitudes cotidianas, como forma de estimular outros à fundação de Seu reino, “assim na terra como no céu”.

(Continua)