Identidade (Identity, 2003, James Mangold)

Identidade – Em conversas de buteco com outros amantes da Sétima Arte eu sempre falo que um filme potencialmente bom, não é bom por causa do final. E acontece isso com esse aqui.

Somos logo apresentados no começo desse filme às personalidades que estão presas em um temporal de dar inveja a qualquer filme de terror. Eles vão se agrupando aos poucos e acabam todos juntos em um Motel de beira de estrada. Personalidades insólitas como um ex-policial e a atriz decadente que ele era motorista, um policial e um presidiário sendo transportado. Temos uma ex-prostituta, um casal com um filme, esse em que a mulher é atropelada e está no fio da meada. No mais temos o atendente do hotel e um casal recém casado.

Ao longo do filme vamos vendo mais de cada personagem e vamos vendo suas nuances, tornando cada um na tela um personagem que importa na historia. É quando as pessoas começam a morrer. No melhor de um filme de horror as coisas vão se encaixando. Todas as pessoas nasceram no dia 10 de Maio, todas tem um nome de um Estado Americano. Em certo momento um personagem fala “Qual a probabilidade para isso acontecer? Um em um trilhão?”

É então que somos “brindados” com uma reviravolta que nos deixa meio cabreiros quando a credulidade do que vemos. E parte para a cena final que põe o ótimo filme até então em um risível desfecho.

É difícil engolir o que vemos e é então que vemos que o que poderia ter sido “Aquele” filme é mais um quase..

Mas vale a pena ser conferido. É um ótimo thriller com toques de terror, serial killers e personagens bem resolvidos. John Cussack e Ray Liotta estão ótimos em cena. Vale uma conferida pelo todo da obra. Se puderem esqueçam o final e sejam felizes.

leandroDiniz
Enviado por leandroDiniz em 02/07/2005
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