RESENHA DO FILME: PAPA JOÃO PAULO II: A CELEBRAÇÃO DA VIDA

Valtivio Vieira

Formação do Autor: Curso Superior em Gestão Pública, pela FATEC – Curitiba – PR; Licenciado em Filosofia, pelo Centro Universitário Claretiano – Curitiba – PR, Licenciado em Ciências Sociais, pela UCB – Universidade Castelo Branco – Rio de Janeiro – RJ, Bacharel em Teologia, Pós-Graduado em Ciências Humanas e suas Tecnologias; Contabilidade Pública e Responsabilidade Fiscal; Formação de Docentes e Orientadores Acadêmicos em Educação à Distância; Metodologia do Ensino Religioso e Pós-Graduando em Psicopedagogia Clínica e Institucional ambos pelo Centro Universitário Uninter – Curitiba – PR.

Curitiba - PR

2013

Introdução

Uma vida de fé e devoção. Uma figura ilustre que levou aos fieis da Igreja Católica mensagens de salvação e compaixão. Uma história de um herói cristão que levou esperança e consolo aos desamparados.

Na iminência de terminar a trajetória de João Paulo II, o 264º Papa da história, um homem de muita garra que viveu uma das histórias de maior perseverança do mundo cristão durante seus 27 anos a frente da maior representação religiosa do mundo.

O Filme trata da vida de João Paulo II, que está entre os Papas de mais longo pontificado, que mais beatificou e canonizou, além de realizar milhares de encontros e audiências em diversos países.

PAPA JOÃO PAULO II: A CELEBRAÇÃO DA VIDA

O Filme inicia com a explicação de que o Papa João Paulo II é o primeiro papa não italiano da história da igreja católica.

Este filme é apenas narrado, sendo que quase não aparece o personagem falando, mas demonstra suas obras durante sua vida e em seu pontificado.

O Filme relata a vida de Karol Josef Wojtyla, conhecido como Papa João Paulo II, desde que foi eleito ao papado em Outubro de 1978. Nasceu no dia 18 de Maio de 1920, em Wadowice, uma pequena cidade a 50 quilômetros de Cracóvia. Ele foi o segundo de dois filhos, nascidos de Karol Wojtyla e Emilia Kaczorowska. Sua mãe morreu em 1929.

Seu irmão mais velho Edmund, médico, nasceu em 1932 e seu pai, um oficial do Exercito, morreu em 1941. Ele fez sua primeira comunhão aos 9 anos e foi crismado aos 18 anos Ao se graduar no colégio Marcin Wadowita, ele entrou na Universidade Cracowós Jagiellonian em 1938 e numa escola de artes dramáticas.

Em 1942, ciente de sua vocação para ser padre, ele entrou no seminário clandestino de Cracow, administrado pelo arcebispo de Cracóvia. Ao mesmo tempo, Karol Wojtyla era um dos pioneiros do teatro rapsódico, também clandestino.

Em 01 de Novembro de 1946, a idade de 26 anos, Karol Wojtyla foi ordenado sacerdote no Seminário Maior de Cracovia e celebrou sua primeira missa na cripta de São Leonardo, na catedral de Wavel. Em pouco tempo obteve a licenciatura em Teologia na Universidade Pontificia de Roma Angelicum e mais adiante se doutorou em Filosofia. Durante algum tempo se desempenhou como professor de ética na Universidade Católica de Dublin e na Universidade Estatl de Cracóvia, onde interatou com importantes representantes do pensamento católico polonês, especialmente da vertente conhecida como tomismo lublinense.

Em 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do Administrador Apostólico de Cracovia, Monsenhor Baziak, convertendo-se membro mais jovem do Episcopado Polaco.

Depois da morte do monsenhor; Karol torna-se titular. E durante este tempo como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos, nas tarefas pastorais, na promoção do apostolado juvenil e vocacional, e forte oposição ao regime comunista, na promoção humana e formação religiosa dos trabalhadores e o alento do pensamente e as publicações católicas.

Em Maio de 1967, aos 47 anos de idade, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI. Em 1978 morre o papa Paulo VI e é eleito o novo Papa, denominado João Paulo I, O “Papa do sorriso”, que falece aos 33 anos de sua nomeação. Em 15 de Outubro de 1978, logo de uma nova conclave, o cardeal polonês Karol Wojtyla é eleito como sucessor de Pedro, rompendo com a tradição de mais de 400 anos de eleger Papas de oriegem italiana. Em 22 de Outubro de 1978 foi investido como Sumo Pontífice, assumindo o nome de João Paulo II.

O filme ressaltou que João Paulo II, é um papa do povo, caloroso, acessível, e que foi conhecido em todo o mundo.

Padre Karol, escreveu um livro denominado, um sinal de contradição, o que foi sua escolha papal. Seus valores são a caridade e a inteligência.

Odiava o comunismo, com 20 anos de papado dialogou com várias religiões. Jogava futebol de goleiro, em um pequeno time da Polônia, mas amava o teatro. Trabalhou em uma pedreira.

Na época de Guerra na Polônia, o ajudou a pensar e se preocupar com as pessoas.

Participou do Concilio Vaticano II. Papa Paulo I, seu antecessor viveu apenas 33 dias como autoridade papal.

Fez muitas viagens, entorno de 10 viagens por ano pelo mundo inteiro, lutou contra o aborto.

Papa João Paulo II, sempre que chegava a um pais de avião, se ajoelhava e beijava o chão ao chegar, demonstrando que ele amava aquela terra. Ir ao encontro do mundo era a máxima de João Paulo II.

Defendeu o direito dos trabalhadores e participou do movimento solidariedade na Polônia.

Ele nunca se apresentou como um super-herói que conseguiu “quebrar” o comunismo. João Paulo II, dizia: “A arvore já estava podre, eu apenas balancei”. Também criticou Ronald Regan, pela corrida armamentista.

Em 13 de Maio de 1981, tentaram contra sua vida, mas, posteriormente visita seu quase assassino na prisão e o perdoou. E João Paulo II, dizia: “Um cristão tem que perdoar sempre”.

Apoiou os direitos humanos e valores morais, o respeito com a vida e o cuidado com o Meio Ambiente, e terminou o Catecismo da Igreja Católica. João Paulo II, disse: “Existe uma coisa chamada verdade e ela existe são as diretrizes da Igreja”.

O Papa João Paulo II tinha uma grande devoção à Maria, onde dizia: “Sou todo seu”.

Em Assis reuniu várias religiões, para o diálogo inter-religioso. Pediu desculpas pelos erros passados da Igreja Católica, e mostrou não a Igreja Católica como uma verdade absoluta.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apaziguador de vários conflitos entre católicos e não-católicos, João Paulo proclamou a paz e a esperança e sempre lutou pelos ideais cristãos. Após uma gloriosa trajetória, O Papa João Paulo II adoeceu no Vaticano, deixando o mundo católico aos prantos, mas recompensado por tudo o que o pontífice deixa aos cristãos. Apesar de todas as orações e conforme a lei natural da vida, O Papa agoniza a alguns meses de muito sofrimento e luta.

A frente da Igreja Católica desde 22 de Outubro de 1978, aos 84 anos, João Paulo II, termina seu pontificado em glória e venerado por milhares de pessoas no mundo todo. A vida desse celebre homem vai ficar para a história e o mundo jamais se esquecerá de seus feitos, especialmente no que diz respeito às mensagens e devoção ao catolicismo ao longo de 27 anos de pontificado.

Como estudante de Teologia, é importante frisar de que O papa João Paulo II é um exemplo a ser seguido, pois, ele aos olhos da história, será visto como o Papa mais importante de nossos tempos. Poucos foram tão influentes quanto ele, não somente do ponto de vista religioso, mas também moral e social. João Paulo II possuía uma vontade e uma determinação extraordinárias: quer ajudar a humanidade através de sua espiritualidade. Ele escreveu uma nova pagina na história dos judeus e cristãos. Encerrou, definitivamente, 2 mil anos de incompreensões, desentendimentos, séculos de sofrimento.

João Paulo II, dizia: “Se existe em mim a verdade, ela deve se revelar. Não posso negá-la; estaria negando a mim mesmo”. E falava também: “ é verdade que o Espírito paira onde quiser. Soprou justamente sobre mim”. Em suas primeiras pregações dizia: “Não existe mais a Igreja do silêncio. Agora ela fala através de mim”. Também falou: “Meu rosto, queimado pelo deserto de suas almas... Porque não me livram da sua cruz, assim como eu os livrei?”. E destacava ainda: “Ai daqueles que juntam casa, campo com campo até ocupar todo o território, como se somente eles vivessem na face da terra. Com certeza João Paulo, não foi apenas o sucessor do Apostolo Pedro, mas representante legitimo de Jesus Cristo entre os homens.

REFERENCIA

Filme: Papa João Paulo II: A Celebração da Vida. Direção: John Kent Harrison. Elenco: Christopher Lee Valeria Cavalli, Bem Gazzara, Cary Elwes. DVD 180 min., Flashstar/ Fox Film.

Valtivio Vieira
Enviado por Valtivio Vieira em 19/09/2013
Código do texto: T4488809
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