O QUE É UM ARQUÉTIPO

O que é um Arquétipo

Arquétipos são informações (conscientes ou inconscientes) que simbolizam crenças, valores, mitos, tradições e modelos de comportamento adotados pelos povos, em todo o mundo e em todos os tempos. Nesse sentido, há arquétipos naturais, (informações que os seres humanos já nascem com elas) como a noção de maternidade, a necessidade de defesa da prole, o desejo de formar uma família, de socializar-se etc. e arquétipos culturais (informações adquiridas), como a prática da monogamia, o mito de que o homem precisa ser forte e a mulher tem que ser delicada, a noiva ter que casar de branco, o medo do escuro, a bruxa como símbolo do mal, a fada como símbolo do bem, os estados psicológicos inspirados pelas cores, a crença de que o movimento dos astros no céu podem influir nos acontecimentos na terra, etc.

Heróis e personalidades históricas e mitológicas que inspiram comportamentos virtuosos ou aberrantes também são vistos aqui como arquétipos. A PNL trata esses arquétipos como “programas” neurológicos (modelos, base básicos) que são instalados na nossa mente através da linguagem de profundidade. Eles se tornam noções de valor, crenças, hábitos, costumes, enfim, padrões de comportamento adquiridos muito mais por herança cultural ou indução inconsciente do que por aprendizado consciente.

Essa teoria também encontra fundamento nos ensinamentos da Cabala e do Budismo, mas sua melhor expressão foi exposta no trabalho do grande psicanalista e filósofo Carl Gustav Jung.

• O termo arquétipo, aqui é aplicado em sentido amplo, como informação retida pela mente consciente ou inconsciente, trabalhada pelos filtros da razão ou não. A analogia com as idéias defendidas pela PNL, em relação ao que ela chama de “programas neurológicos” são inferências nossas. Quanto ao Budismo, toda sua estrutura filosófica está fundamentada nas ”quatro nobres verdades” de Buda que são: A Verdade Nobre sobre o sofrimento; a Verdade Nobre sobre como surge o sofrimento; A Verdade Nobre sobre como dar fim ao sofrimento; A Verdade Nobre sobre o Caminho que produz o fim do sofrimento. Nesse sentido, as noções de conquista, egocentrismo, materialismo, apego, que no Budismo são as raízes do sofrimento, encontram estreitas relações com as idéias defendidas pela tradição xamánica que vê nessas manifestações da mente humana, aspectos de natureza espiritual que devem ser trabalhadas para que o indivíduo e a sociedade possam viver em perfeito equilíbrio. Quanto á Cabala, ela trata a interação do homem com o universo (a natureza) como se ela fosse uma relação biunívoca, ou seja, uma relação de causa e efeito que só pode ser compreendida se vista como unidade. Nesse sentido, o homem e o mundo são uma coisa só e o que acontece a um interessa ao outro porque o universo é uma teia de relações onde o mínimo movimento ocorrido no mais ínfimo fio desse tecido cósmico provoca reações específicas no tecido inteiro, modificando-o.

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DO LIVRO " CÓDIGOS DA VIDA"- CLUBE DOS AUTORES- 2011

João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 14/05/2013
Código do texto: T4290299
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