"El Cid" resumido

“EL CID” RESUMIDO

Miguel Carqueija

 

Resenha do opúsculo “El Cid” (épico espanhol), por Luiz Antonio Aguiar. Edições Melhoramentos, São Paulo-SP, 2000, Clássicos Universais. Ilustrações de Eduardo C. Pereira. Adaptação de um poema anônimo espanhol do século XII (provavelmente).

 

“El Cid” é o apelido de um cavaleiro, Rodrigo Díaz de Vivar, que pelejou com destaque nas cruzadas espanholas contra o domínio mouro. Cid, que hoje em dia é nome próprio, vem de Seid (senhor), expressão árabe. Ele era também chamado o “Campeador”.

A história básica, aliás bastante lendária, de El Cid, conta que ele se apaixonou por uma linda jovem, Ximena, e mesmo assim matou o seu pai num duelo; isso porque o mesmo humilhara o pai de Rodrigo. Mesmo assim o rei da Espanha ordenou o casamento de ambos. É uma história complicada que envolve costumes que hoje não aceitamos, como o duelo, que a Igreja Católica condena por ser uma espécie de homicídio.

El Cid acaba caindo em desgraça junto ao rei e é exilado, passando então vários anos assolando os muçulmanos, acompanhado por um grande número de cavaleiros. Ao libertar importantes cidades ocupadas pelo Islã ele acaba sendo indultado e pode se reunir à esposa e às filhas.

Difícil de engolir é que, já morto, seu cavalo tenha sido fixado sobre o cavalo Babieca, que o serviu por anos e estava acostumado a batalhas. E como o cavalo avançou, mesmo morto El Cid causou pavor e pânico às linhas inimigas, propiciando ainda desta vez a vitória dos cristãos.

Uma curiosa história bem narrada em poucas páginas e uma boa obra para o público adolescente.

 

Rio de Janeiro, 9 de junho de 2022.