O Padre Anastácio e os milagres

O PADRE ANASTÁCIO E OS MILAGRES

Miguel Carqueija

 

Resenha do livro “Os milagres que eu vi”, do Padre Moacir Anastácio. Editora Petra, Rio de Janeiro-RJ, 2016. Prefácio do Padre Alessandro Campos. Capa: “Jesus curando o cego”, de Nicolas Poussin.

 

Palavras do prefaciador deste livro: “Mais de 1 milhão de pessoas reunidas ao redor do Senhor, em busca de consolo e graças. É isto o que acontece no maior evento paroquial do mundo: a Festa de Pentecostes realizada anualmente em Brasília. À frente desse evento de proporções espantosas está uma figura humilde, que a todo momento conserva uma profunda confiança nas promessas de Deus: o Padre Moacir Anastácio”.

O incrível é que tudo isso passe despercebido na grande mídia.

O autor narra em estilo simples e despojado suas experiências pessoais, inclusive com Deus. É um livro de memórias sinceras e acompanhadas por grande fé — e a Fé cristã, ao contrário do que dizem os adversários do Cristianismo, não é cega: “Vi muitos milagres no decorrer de minha vida. Milagres que passaram por mim, milagres que aconteceram não por minha vontade, mas pela pura vontade de um Deus vivo que cuida dos seres humanos, de um Deus que está sempre a nos olhar”.

O Padre Moacir é homem de origem humilde e não esconde isso. Ele assim se refere às suas férias da Renovação Carismática em outubro de 1983: “Viajei para a casa dos meus pais, no sertão do Ceará, uma região que naquela época não tinha nada. Não tinha hospital, não tinha estrada, não tinha transporte”.

E aí a irmã adolescente de Moacir sofreu um acidente com a bicicleta e ficou com o braço inchado e escuro. E nada foi possível fazer com ela a não ser colocarem jenipapo (?). Mas o rapaz, lembrando o que aprendera em Brasília na RC, rezou com intensidade pegando o braço da irmã: “No nome poderoso de Jesus, seja curada”. E o resultado foi a cura imediata da garota.

Vejam o que ele conta de sua experiência num convento franciscano: “... ninguém falava em oração de cura, ninguém falava de milagre. Falava-se de teologia da libertação, de muitas coisas, mas não se falava desse Deus restaurador”.

De fato o pessoal dessa “teologia da libertação” marxista não vê com bons olhos a espiritualidade da Renovação Carismática!

Fundador da comunidade “Renascidos em Pentecostes”, o Padre Moacir Anastácio relata fatos espantosos de curas mas faz questão de dizer que não é ele quem age, mas Deus. E não só em curas, mas por exemplo, quando foi cercado por assaltantes dispostos a matá-lo porém, tendo ele rezado, deixaram-no em paz.

Um livro perturbador e que deve ser lido.

 

Rio de Janeiro, 25 de abril em 2022.