Assim falou Zaratustra

Há livros para ler uma vez só. Há livros para ler várias vezes ao longo da vida. “Assim falou Zaratustra” pertence a essa segunda categoria. Pessoalmente gosto muito da filosofia de Friedrich Nietzche – já li o Anticristo e O crepúsculo dos ídolos há anos atrás – e sei bem o quanto é uma leitura exigente e ao mesmo tempo incrível. Sendo assim, confesso: Uma única leitura de “Assim falou Zaratustra” não é suficiente para postar uma resenha completa.

O livro fala sobre a necessidade do homem em caminhar em direção a algo além de si mesmo: O super homem – Mas o que seria o tal super homem? Seria uma versão perfeita do homem que existe. O super-homem não acredita em mitos religiosos, ele tem o controle do próprio destino e não está acometido de males como a piedade, por exemplo. É nesta obra também que surge a célebre idéia de que “Deus está morto''. O homem o matou”.

O autor utiliza-se de um personagem (Zaratustra) para dar vida às suas ideias e se expressa através de uma linguagem poética e bem trabalhada.

O livro nos convida à reflexão, afinal, se realmente o homem é “uma ponte sobre o abismo em direção ao super-homem”, o que sentiria o super homem? Ele não crê em Deus, tem o controle da própria vida, não crê em além-mundos (vida após a morte, por exemplo). Sua vida é mais completa por ser assim auto-suficiente? Ou pelo contrário, o super-homem seria vazio e perdido em si mesmo? Evidente que o filósofo não nos dá essa opção: Para ele o super-homem é perfeito, um objetivo a ser atingido.

Como eu disse no início: Não é uma leitura para uma só vez. Daqui a um tempo irei ler novamente e, quem sabe, fazer maiores explanações e comentários. Enquanto isso fica o convite: Leiam. Vale a pena.

30-04-2015

Bob Regina
Enviado por Bob Regina em 13/01/2024
Código do texto: T7975845
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