SAUDADE DE AMOR

Saudade que vem de amor, coisa maluca,
Mas tão deliciosa de a gente sentir.
Nem sei bem por que, parece que funde a cuca;
Às vezes perambulo, não sei pronde ir.

Minha alma dá cambalhotas no peito, a rir;
Nado em águas de sonhos, tal como a truta.
Saudade que vem de amor, coisa maluca,
Mas tão deliciosa de a gente sentir.

Dá vonttado de correr, de dar um upa,
mas ai de quem se atreve a proibir.
Andar a cavalo co’ela na garupa,
Ou sentar à sombra, pensar, refletir.

Saudade que vem de amor, coisa maluca

310312

Cuca = cabeça, mente
Truta = sobrevive em água doce de temperatua apropriada
Upa = abraço carinhoso (no sul) na fala da criança.


Afonso Martini
Enviado por Afonso Martini em 01/04/2012
Reeditado em 01/04/2012
Código do texto: T3588167
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