A EVOLUÇÃO NARCISISTA

Ao longo da sua jornada, ela intensificou o seu narcisismo,

Sempre ostentando a aparência do que realmente ela não era,

Mas a longevidade, impiedosa, cruel, traz consigo o realismo,

O implacável tribunal da consciência, cobra dívidas e não espera.

Ela procura reanimar o festival da chuva de confetes coloridos,

Quer manter a plateia generosa, que não entende e bate palmas,

Os comentários que expõem os seus tumores muito doloridos,

Ela esconde, não quer entrar no palco da exposição das almas.

Pobre de ti Zênite das rainhas, assentada no trono da fantasia,

O teu tempo se esgota, e desperdiças os últimos momentos,

Quebra o teu espelho, afasta Narciso dessa tua vida tão vazia,

Encara a tua realidade, para então acabar com teus tormentos.

Edgar Alexandroni
Enviado por Edgar Alexandroni em 16/01/2020
Reeditado em 27/01/2020
Código do texto: T6843151
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