TEOREMA

Eu nem mais sei quem realmente sou diante do riso;

Que se mostra no reflexo do espelho do chão;

Quebrado em traduções sem notícias nuas;

Agorentando o dar-me pena pelas migalhas tuas.

Como ser-me-ia fugir de mim, um luzir sem escuro;

Ventando cores em metáforas de sorrisos escritos;

Num folhetim de lágrimas desaguando em mar aberto;

A tristeza doce em mel de cascatas em silêncio torpor.

Sou o não em um abismo que eu criei e estou apenas só;

Vendo-te em cada fotografia, um estado de sofreguidão;

Que me fascina ao tê-lo despido na minha imaginação;

A vida depois que chegarmos do universo onírico;

Que criei para mim e só esteve na minha fantasia, tu.

Sérgio Gaiafi
Enviado por Sérgio Gaiafi em 03/09/2020
Código do texto: T7053989
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