DOCE DELIRIO




Quando amiúde eu caminhava pelo,
mundo de sonhos, onde me perdi,
não nego erros banais que cometi,
na tentativa, do amor, compreendê-lo.


Não nego erros, porquanto percebi;
em um grande amor, o alimenta o zelo,
e ante o medo de achá-lo, descobri,
que há um medo maior; o de perdê-lo.


Não nego erros banais, nem os esqueço,
pois certamente hei de pagar o preço,
de ser escravo ao contumaz delírio.


Ante o feitiço de outro olhar venusto,
deitar-me-ei no leito de Procusto,
pela eterna doçura do martírio.


Ravatsky
Enviado por Ravatsky em 25/08/2008
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