VERSOS À TOA...


Andei fatigada neste outubro...
Inicio novembro sem mudança.
Ao rever meus momentos, descubro...
que contabilizo desesperança.

Um dia melhor,outro entristecida...
Disfarçada para encobrir a dor.
Fingindo não se saber esquecida,
abalada em portas do desamor.

A poesia hoje está mais tristonha...
Quem sabe ao aproximar-se dezembro,
eu pense naquele que não sonha?

Sou assim,asa quebrada que não voa...
Insatisfeita com tudo que não fiz,
por isso escrevo estes meus versos à toa.


Elen Botelho Nunes
Enviado por Elen Botelho Nunes em 05/11/2008
Reeditado em 16/11/2008
Código do texto: T1267667
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