NOSSO AMOR ENTRE QUATRO PAREDES


 
Sacudiu-me num gozo proibido... fremente
E trouxe à boca o sabor inusitado
Amparada por teu corpo eletrizado
Boneca cobiçada... ágil... indecente!
 
Tal prazer rejubilou-se em fogo ardente
Refutando qualquer noção de pecado!
Embevecida ante o olhar atordoado
Desse animal famélico qual nubente!
 
Reeditamos memórias reticentes
Conturbadas em constantes desencontros
Somos o quase... entretanto, nunca prontos
 
Rumando à solidão tenaz dos amantes!
Ousando viver momentos aviltantes
Na sublime entrega à dor dos desencantos!