EIS QUE A CHUVA ...


Eis que a chuva rouba o lugar do sol
e se faz presente por todo o dia...
Levando pra sempre a minha alegria,
Pra trás daqueles montes no arrebol.
 

E a alma da poeta chora convulsa,
de certa melancolia que a abate.
Pensamentos lhe vem de toda parte,
que seu pobre coração sequer pulsa.
 

Oh! Sol, venha aqui enxugar o pranto,
na face triste,impregnada pelo ar,
fazendo os dias negros sem encanto.
 

Contigo saio logo do meu canto,
busco forças e energia pra lutar,
pelo amor,que a distância fere tanto.


Interação do Poeta Fernando Alberto do Couto.


........ÚLTIMOS PINGOS...............


Eis que a triste noite se faz refrão,
dos desejos que com ela vem...
numa ópera de antiga solidão,
saudade doida de um certo alguém.

A chuva ao cair,diminui sua ânsia
e no coração insiste a gotejar...
sangue atroz que esta distância,
ataca e fere sem piedade ou cessar.

E os primeiros sinais da lua...
Só aumentam saudade tua
e meu pranto segue a correr.

Assim, como o doce, quer a criança,
também não perco a esperança
de que venhas meu pranto deter.

...Com carinho, Nando. 

                                      Obrigada,Nando.

Elen Botelho Nunes
Enviado por Elen Botelho Nunes em 14/02/2009
Reeditado em 15/02/2009
Código do texto: T1438229
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