ENLOQUECIDA


Na forma de pesar sou realista
Na realidade sou intransigente
E quando às vezes sonho, intimista
Mas antes de tudo isso, eu sou gente.

Na forma de viver sou sonhadora
Nos meus sonhos eu sou consciente
Enquanto sonho, observadora
Pensando além de mim, em outra gente.

Na construção dos mundos não me perco
Encontro nesses mundos outros tantos
E nunca estou só comigo mesmo.

Há tantos sonhadores sem um teto
E tantos outros mundos de abandono
Enquanto outros como eu caminham a esmo.


Brasília, DF
Registrado na Biblioteca Nacional