POESIA CIGANA



Cigana em giros, girassol de fogo
em meio aos gritos de gregais gitanos.
o quadril meneando em meio ao jogo
sensual e sedoso dos seus panos.

Dança flamenca flui do desafogo
do vinho vasto em vasos veteranos.
Canções candentes concentrando o rogo
às mandalas mutantes dos ciganos.

Mãos que se encolhem, cálices de flores,
pés que se aprestam na passada langue,
voando brisas, despertando amores.

Partituras do vento, flor do mangue
de cheiro bom, de mágicos odores,
uma poesia azul banhada em sangue.

Odir, de passagem