Soneto à Transformação

N'alma ingrata que geraste em véu ligeiro,

Sou mais solto, mais sangrento, e balbucio

Umas preces, minha dama, e em terno cio

Sou capaz de deflagrar-te: sou faceiro.

De algum modo, se me pego por inteiro

Foragido a perecer, já renuncio

A este cargo de domínio, e num cicio

Auxílio teu conclamo ao travesseiro.

Pelas vidas várias que me forneceste,

Serei sempre grato a ti, querida, e neste

Carrossel de amor quero sempre estar!

Dando voltas nas curvas do teu destino

Onde há um ano renasceu o menino

Que se afoga e vive no teu peito-mar!

Obs: soneto dedicado a um ano de união à minha namorada Kyzzy.

Preto
Enviado por Preto em 16/03/2009
Reeditado em 31/01/2011
Código do texto: T1490163
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