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ACASO EU MORRA DE SAUDADES!

Sequer distinguirás o pranto infinito
Com o qual compus meus versos flagelados
Tendo na lembrança os sonhos encantados
Dum tempo onde era tudo casto e bonito!

Não ouvirás a canção convertida em grito
A fim de expurgar insolentes pecados!
E do coração os lamentos torturados
Das noites insones... de pesar aflito!

Foste esculpido no sólido granito
E marcado pela aparente frieza!
Mas, no meigo olhar antevi a chama acesa

Sob consumação de corpos em atrito!
E quando, essa presença, a ti, eu solicito
Reduzes-me ao desamparo... da incerteza!


Marúcia Herculano
Enviado por Marúcia Herculano em 24/05/2009
Reeditado em 08/01/2011
Código do texto: T1612120


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Sobre a autora
Marúcia Herculano
Manaus - Amazonas - Brasil, 52 anos
158 textos (13308 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/09/20 05:56)
Marúcia Herculano