Soneto XXI

Da matéria seca um rio de poesias

Nas nebulosas o branco que passa

A povoar a leda inspiração lassa

Brotam de escarpadas veias as falésias.

De Psiquê os aforismos que aparentam

Moléculas inquietas da matéria

Versar sabiamente a palavra área

Termos lançados no papel completam.

Sujeito ao gênio estético que restringe

No enigma desvendado dessa esfinge

Busca a pureza do verbo mutável.

Nas amarras do texto o tênue arcano

No ambiente quase morto do decano

Na língua ante a escritura alterável.

HERR DOKTOR

HERR DOKTOR
Enviado por HERR DOKTOR em 01/07/2009
Reeditado em 01/07/2009
Código do texto: T1676736
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