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O TUDO E O NADA II


E se o tudo que foi nosso um dia
perder-se em nada, num vazio a esmo
Será que o tudo vai-se na alegria?
Ou será que o tudo vira um nada mesmo?

Preencher coisas, dizendo que é tudo,
talvez só seja preencher o nada
Não digo nada, observando mudo,
e a boca fica a descansar calada

Assim me vingo a esperar a noite
com o seu silêncio de poucas palavras
— quem sabe isso vá me trazer um afoite?

E nessa busca de pedras em lavras
eu elaboro a invenção de um açoite
em rimas roucas, tontas, vãs e bravas

Fernando Tanajura
Enviado por Fernando Tanajura em 16/06/2006
Código do texto: T176788
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Fernando Tanajura
Estados Unidos
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