SAUDADE DA FAZENDA.

Ai que saudade eu tenho da fazenda,
quando menina passeava no areal,
pulava o rio, ia brincar lá no curral,
enquanto avó estava a fazer renda.
 
Muribeca era como se chamava.
Aos Tinocos, a terra pertencia.
Lá ao entardecer, ouvia-se a cotovia
e bem-te-vi as manhãs anunciava.
 
Na Igreja das Neves, nossa oração.
Construída pelos padres Jesuítas,
 dava-nos fé em Deus e proteção.
 
À noitinha era um céu tão estrelado,
brilhavam as estrelas mais bonitas,
Ali ficou guardado meu passado.
 


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Elen Botelho Nunes
Enviado por Elen Botelho Nunes em 25/08/2009
Reeditado em 26/08/2009
Código do texto: T1774401
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