Indomável

Pela noite, do desejo, os clamores;

voraz, a vontade, pelos poros emana,

rasgando meu peito, a galope, insana;

selvagem e forte, esquece os pudores.

Meus olhos fecham. Este impulso,

cada vez mais, torna-se indomável...

que a entrega ao prazer, de inevitável,

sem mais controle, rouba meu pulso.

Ao clamor, pelo prazer o corpo fala.

sem regras, mãos descobrem o segredo.

Perversa, a vontade ainda não se cala...

Por mais uma vez, o mesmo caminho;

no segundo ato, ainda o mesmo enredo.

Quem sabe, um dia, terei seu carinho...

Oswaldo Genofre

Oswaldo Genofre
Enviado por Oswaldo Genofre em 14/01/2010
Código do texto: T2028649
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